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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Papa: até o sofrimento, vivido em união com Jesus, é caminho para a santidade

Audiência Geral, 08/04/2026 - Papa Leão XIV (Vatican News)

Na Audiência Geral desta quarta-feira (08/04), Leão XIV abordou o tema da vocação dos fiéis à santidade, proposto no quinto capítulo da Constituição Lumen Gentium do Concílio Vaticano II. Ela não é um privilégio de poucos, disse o Papa, mas um dom que compromete os batizados ao seguir o modelo de Cristo através da caridade, do amor a Deus e ao próximo: "até o sofrimento, vivido em união com a paixão do Senhor, se torna um caminho para a santidade".

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV, em continuidade à reflexão da Constituição Lumen Gentium do Concílio Vaticano II, dedicou a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (08/04) ao quinto capítulo do documento sobre a vocação de todos à santidade, da qual o modelo é Cristo. Cada um de nós é chamado a viver na graça de Deus, disse o Pontífice, "praticando as virtudes e conformando-se com Cristo. A santidade, segundo a Constituição Conciliar, não é um privilégio para poucos, mas um dom que compromete cada batizado a procurar a perfeição da caridade, isto é, a plenitude do amor a Deus e ao próximo. A caridade é, com efeito, o cerne da santidade a que todos os fiéis são chamados".

Essa disponibilidade de testemunho, continuou Leão, se concretiza através "de sinais de fé e de amor na sociedade, comprometendo-se com a justiça", até estar pronto a confessar Cristo com o martírio. Mas todos os sacramentos, sobretudo a Eucaristia, "são alimento que promove uma vida santa", tomando Cristo como modelo que torna a Igreja santa, mas não necessariamente "plena e perfeitamente santa": "a triste realidade do pecado, isto é, em todos nós", exige-lhe a conversão, que faz parte da essência da vida cristã e não se reduz a um mero empenho ético. O convite é para que cada um possa "empreender uma séria mudança de vida, confiando-se ao Senhor, que nos renova na caridade".

As virtudes dos consagrados para a santidade

Nesta perspectiva, continuou a refletir Leão XIV, a Vida Consagrada desempenha um papel decisivo. O tema é abordado no sexto capítulo da Constituição Conciliar, ao explorar a união com Jesus realizada de modo radical através da pobreza, da castidade e da obediência:

"Estas três virtudes não são prescrições que aprisionam a liberdade, mas dons libertadores do Espírito Santo, pelos quais alguns fiéis se consagram totalmente a Deus. A pobreza exprime a plena confiança na Providência, libertando do cálculo e do interesse próprio; a obediência toma como modelo o dom de si que Cristo fez ao Pai, libertando da suspeita e da dominação; a castidade é a doação de um coração íntegro e puro de amor, ao serviço de Deus e da Igreja."

O caminho de santidade da Vida Consagrada

Ao acolher esses conselhos evangélicos como estilo de vida, disse o Papa, os consagrados "testemunham a vocação universal à santidade de toda a Igreja", manifestando plena participação na vida de Cristo até a cruz, sendo sinal profético de um mundo novo:

"É precisamente pelo sacrifício do Crucificado que todos somos redimidos e santificados! Contemplando este acontecimento, sabemos que não há experiência humana que Deus não redima: até o sofrimento, vivido em união com a paixão do Senhor, se torna um caminho para a santidade. A graça que converte e transforma a vida fortalece-nos, assim, em cada provação, apontando-nos não para um ideal longínquo como meta, mas para o encontro com Deus, que se fez homem por amor."

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/

Como acolher adolescentes em crise

'Deixei de ter um filho presente e carinhoso para ter um que se isola e se rebela', lamenta mãe — Foto: Getty Images via BBC

Como acolher adolescentes em crise: Daniel Becker lista sinais de alerta e dá dicas práticas para pais e educadores

O pediatra defende a criação de espaços de escuta sem julgamentos e o uso de estratégias simples, como conversas no carro, para romper o isolamento dos jovens.

03/04/2026 06h00  Atualizado 10h00

A  Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, realizada pelo IBGE, colocou luz sobre a crise de saúde mental que aflige os jovens brasileiros. De acordo com os dados colhidos a partir de 118 mil estudantes, são crescentes os índices de tristeza e desânimo entre adolescentes de 13 a 17 anos.

O quadro exige novas estratégias de abordagem de pais, mães e educadores a esses jovens. No podcast O Assunto, pediatra e sanitarista Daniel Becker destaca que, embora o cenário seja complexo devido ao impacto das redes sociais e do confinamento digital, existem caminhos para reconstruir vínculos e aumentar o acolhimento.

Sinais de alerta: o que observar

Becker enfatiza que a família deve estar atenta a mudanças de comportamento que podem indicar sofrimento profundo ou depressão. Entre os sinais listados estão:

  • Isolamento extremo: o adolescente deixa de participar de refeições e reuniões familiares, preferindo ficar trancado no quarto com telas;
  • Alterações físicas e escolares: cansaço excessivo, olheiras por falta de sono, desculpas para faltar às aulas (que podem indicar bullying) e queda repentina no rendimento escolar;
  • Discursos de desesperança: frases como "não sirvo para nada" ou "não quero mais viver" devem ser tratadas com seriedade imediata, pois indicam risco de suicídio.

A técnica da conversa no carro

Uma das orientações mais práticas do médico é sobre a forma de abordagem. Becker sugere que conversar no carro ou no ônibus é mais eficaz do que o confronto direto.

"No carro, a gente não olha para o adolescente e ele não se sente julgado. Como estão todos olhando para a frente, a conversa flui melhor porque ele não se sente observado", explica o pediatra

Dicas para o acolhimento afetivo

Para o especialista, o espaço de convivência não pode ser focado em sermões, mas sim em afeto e delicadeza. Ele recomenda as seguintes abordagens:

  • Escuta ativa: é fundamental ouvir o jovem sem forçar a barra ou aplicar punições excessivas. O objetivo é servir como guia e orientação;
  • Convites para o "mundo real": chamar o adolescente para atividades simples, como ver um jogo, ir ao cinema ou jantar, ajuda a manter o contato com a realidade fora das telas;
  • Rede de apoio: envolver avós, tios e amigos da família para que o jovem tenha diferentes pontos de contato e suporte;
  • O papel do esporte: Becker afirma categoricamente que "o esporte salva na adolescência", sendo essencial para retirar o jovem do confinamento digital.

Quando buscar ajuda profissional

Se os sinais de alerta persistirem, o médico orienta que os responsáveis devem "arregaçar as mangas" e procurar imediatamente um profissional de saúde mental

Além disso, a articulação com a escola é indispensável para entender o comportamento do jovem fora do ambiente doméstico

"A atenção amorosa ao adolescente hoje é fundamental. Eles dizem que se sentem não vistos, não reconhecidos, e isso agrava tudo", conclui Becker

O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

Fonte: https://g1.globo.com/

A Oitava da Páscoa no cristianismo antigo

A Oitava de Pásacoa (CNBB Norte 2)

A OITAVA DA PÁSCOA NO CRISTIANISMO ANTIGO

08/04/2026

por Dom Vital Corbellini
Bispo da Diocese de Marabá

Os santos padres, os primeiros escritores cristãos tiveram presentes considerações importantes sobre a oitava da Páscoa na qual nós a estamos celebrando na comunidade com fé, com esperança e com caridade. A Páscoa é passagem da morte para a vida em Jesus Cristo. Ele é o eterno vivente, Aquele que não está mais no sepulcro (cf. Mt 28,5) está nas dimensões humana e divina, Jesus Cristo. Nós celebramos a eucaristia do Domingo de Páscoa, na qual a mensagem central é: Cristo ressuscitou dos mortos. Vejamos a seguir algumas afirmações fundamentais a respeito da oitava da Páscoa nos santos padres e ilumine a nossa realidade rumo à eternidade.

O mistério pascal

Melitão de Sardes, Bispo no século II, Ásia Menor falou a respeito do mistério pascal que é ao mesmo tempo novo, segundo a Palavra de Deus que se fez carne (cfr. Jo 1, 14) e é antigo segundo a Lei; transitório, pela figura; eterno pela graça; corruptível pela imolação do cordeiro; incorruptível pela vida do Senhor; mortal pela sua sepultura e é também imortal pela sua ressurreição dentre os mortos[1].

 As descrições da Lei e da Palavra

O Bispo de Sardes descreveu a Lei que na verdade é antiga, mas a Palavra é nova; a figura é transitória, mas a graça é eterna; se o cordeiro é corruptível, mas o Senhor é incorruptível. Ele foi imolado como cordeiro, mas Ele ressuscitou como Deus[2]. A Páscoa está em ligação profunda com o Senhor Jesus Ressuscitado dentre os mortos.

Ovelha, Cordeiro: Deus, Cristo

A homilia tem presentes que Jesus era como ovelha levada ao matadouro, pela sua morte salvadora, e contudo não era ovelha; foi dito que era como cordeiro silencioso  (cfr. Is 53,7) e no entanto não era cordeiro. Na verdade a figura passou e apareceu a realidade perfeita, pois em lugar de um cordeiro, apareceu Deus; em vez de uma ovelha, apareceu Cristo que tudo contém[3].

Deus-Homem

O Bispo de Sardes disse também que o Senhor, sendo Deus fez-se ser humano, homem, e sofreu por aquele que sofria, foi encarcerado em lugar do prisioneiro, condenado em vez do criminoso e sepultado em vez do que jazia no sepulcro, ressuscitou dentre os mortos. A ação do Senhor foi aquela de libertar o condenado, pois Ele deu a vida ao morto, ressuscitou o que estava sepultado. O Senhor Jesus Cristo que destruiu a morte, triunfou do inimigo, calcou aos pés o inferno, arrebatou o ser humano para as alturas dos céus[4].

Jesus se apresenta como o perdão, a Páscoa

Jesus Ressuscitado se apresenta como o perdão diante do pecado humano; Ele é a nossa Páscoa da salvação: o Cordeiro imolado para toda a humanidade, a água que purifica a todas as pessoas, a ressurreição, a luz, a nossa salvação[5].

A sua missão salvadora passando por Jerusalém

Santo Anastácio, Bispo de Antioquia, século VI afirmou que Jesus Cristo, por suas palavras e ações sendo verdadeiro Deus e Senhor do Universo, disse que a sua missão salvadora deveria passar por Jerusalém: “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos gentios, aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei, para ser escarnecido, flagelado e crucificado” (Mt 20,18.19). Jesus também estava em unidade com as predições dos profetas, que haviam anunciado a sua morte em Jerusalém[6].

A salvação humana

O Bispo de Antioquia colocou o dado que a Sagrada Escritura havia predito a morte de Jesus com os sofrimentos que precederiam pelos julgamentos religioso e político dando as sentenças de morte de Jesus. O motivo essencial pelo qual o Verbo de Deus se submeteu à morte era a salvação humana[7] na qual Jesus doou tudo de si para o bem e o amor a todas as pessoas da humanidade. 

O sofrimento de Jesus

Santo Anastácio disse que era preciso que Jesus Cristo padecesse pelo bem da humanidade pecadora. A sua paixão era necessária que acontecesse, porque foi o próprio Filho quem a declarou, pelo qual Ele chamou de insensatos e lentos de coração os que ignoravam que Cristo padecesse, para que assim Ele entrasse em sua glória (cfr. Lc 24,25-26). Desta forma Ele veio ao encontro de seu povo para salvá-lo, deixando aquela glória que tinha junto do Pai antes da criação do mundo. Por isso a salvação devia consumar-se por meio da morte do autor da vida em vista da vida da humanidade, tornando-se Ele desta forma, princípio da vida (cf. Hb 2,10)[8].

A glória divina dada por meio da cruz

A glória do Filho Unigênito, glória divina que por nossa causa Ele havia deixado por breve tempo, foi-lhe restituída por meio da cruz, pela encarnação do Verbo que Ele que tinha assumido. Desta forma a morte de Cruz era para Jesus no evangelho de São João, a glória: “Quando eu for elevado da terra atrairei todos a mim” (Jo 12,32). O Senhor orava antes de ser crucificado, pedindo ao Pai que o glorificasse com aquela glória que tinha junto dele, antes da criação do mundo (cfr. Jo 17, 5)[9].

Os santos padres, os primeiros escritores cristãos escreveram homilias, textos maravilhosos a respeito da oitava da Páscoa, sendo um dia em oito dias e oitos dias num único dia, para especificar a importância do mistério pascal, de sua passagem da paixão, morte à ressurreição em vista da salvação humana e para a glória de Deus Uno e Trino.

[1] Cfr. Da Homilia sobre a Páscoa, de Melitão de Sardes. Nn.2-7. 100-103; SCh 123, 60-61: 120-122. In: Segunda-feira na oitava da Páscoa – Liturgia das Horas Online.

Notas:

[2] Cfr. Idem.

[3] Cfr. Ibidem.

[4] Cfr. Ibidem.

[5] Cfr. Ibidem.

[6] Cfr. Dos sermões de Santo Anastácio de Antioquia. (Oratio 4,1-2; PG 89, 1347-1349). In: Terça-feira na Oitava da Páscoa – Liturgia das Horas Online.

[7] Cfr. Idem.

[8] Cfr. Ibidem.

[9] Cfr. Ibidem.

Fonte: https://cnbbn2.com.br/

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Os discípulos de Emaús: pedagogia da esperança

Humilde (Cena de Emaús), Pintado por Léon-Augustin L'Hermitte | Public Domain.

Aleteia Vaticano - publicado em 11/12/13 - atualizado em 08/04/26

No caminho para Emaús, Jesus encontra os dois discípulos numa situação de medo e dispersão, de descrença e desespero.

No Evangelho de Lucas, encontramos uma das passagens mais significativas quando queremos fazer uma reflexão sobre a importância da Escritura em nossas vidas. Frei Carlos Mesters em diversas oportunidades recorda a sua pertinência e inspiração, na criação dos círculos bíblicos. Por outro lado, a cada passo dado por Jesus em direção dos discípulos de Emaús, vamos encontrando uma verdadeira metodologia de trabalho pastoral. Nesta reflexão portanto, vamos voltar nossa atenção para as ações de Jesus, verdadeiro intérprete das Escrituras e agente de pastoral.

PRIMEIRO MOMENTO - LC 24,13-24 – NO CAMINHO PARA EMAÚS...

... Jesus encontra os dois discípulos numa situação de medo e dispersão, de descrença e desespero. A primeira atitude de Jesus é de aproximação, caminha ao lado deles, escuta a conversa e num segundo momento pergunta: “De que vocês estão falando? Por que estão tristes?” Não se trata de pergunta retórica, mas de pergunta concreta, que toca a vida dos dois. Em seguida se estabelece um diálogo por meio de perguntas e respostas. A realidade está sendo clareada. Através de um olhar mais crítico, afinal, os discípulos olhavam, mas com o olhar das autoridades: “Nossos chefes dos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse ele o libertador de Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que tudo isso aconteceu!”

SEGUNDO MOMENTO - LC 24,25-27 – DEPOIS DE DIALOGAR E OLHAR BEM A REALIDADE...

....Jesus percebe que a visão que os dois tinham, não era das melhores. Como diz Frei Carlos Mesters, no trabalho pastoral, é preciso conhecer o tamanho da cabeça das pessoas para colocar o chapéu ideal, caso contrário, ou tapa a visão ou no primeiro ventinho vai embora… “Como vocês custam para entender, e como demoram para acreditar em tudo o que os profetas falaram! Será que o Messias não devia sofrer tudo isso, para entrar na sua glória?” Jesus dá uma chacoalhada nos dois, procurando acordá-los desta realidade em que se encontram, afinal não se trata de recusa em perceber a realidade. Eles não custaram para “saber”, mas para “entender e acreditar”. O seu problema era que embora conhecessem o livro da Bíblia, e também o livro da vida, eles não conseguiam ligar as duas coisas. Então Jesus “explica” as Escrituras, isto é, Ele não dá uma aula de exegese, mas faz a ligação entre a vida deles e a Bíblia, iluminando a sua realidade com a Palavra de Deus. Com a ajuda da Bíblia, ilumina os fatos e situa-os dentro do conjunto do projeto de Deus, transformando a cruz, sinal de morte, em sinal de vida e de esperança. Assim, aquilo que os impedia de caminhar, tornou-se a força principal na caminhada, a nova luz no caminho.

TERCEIRO MOMENTO - LC 24,28-32 - JESUS SE DESPEDE DOS DOIS...

Depois deste novo diálogo, onde a Palavra de Deus iluminou o realidade da vida, Momento tenso! Se nada adiantou este trabalho, o resultado seria um mero “até breve!” ou “foi bom conhecê-lo!”. Aqui Jesus faz uma avaliação de seu trabalho. A Bíblia, ela por si, sozinha, não abriu os olhos dos dois, mas a sua leitura e interpretação fizeram arder neles o coração (Lc 24,32), e isto é muito importante. O que faz enxergar mesmo, é a fração do pão, o gesto comunitário da hospitalidade, da oração em comum, da partilha do pão ao redor da mesa. No momento em que é reconhecido, Jesus desaparece. Pois eles mesmos experimentam a ressurreição. Ressuscitam e renascem.

QUARTO MOMENTO - LC 24,33-35 - IMEDIATAMENTE, ELES LEVANTAM E VOLTAM PARA JERUSALÉM.

Tudo mudou: coragem, em vez de medo; retorno, em vez de fuga; fé, em vez de descrença; esperança, em vez de desespero; consciência crítica, em vez de fatalismo frente ao poder; liberdade, em vez de opressão! Em vez da má noticia da morte, a Boa Notícia da Ressurreição!

Por Prof. Dr. Carlos Frederico Schlaepfer

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Colesterol alto?

Especialistas apontam opções acessíveis que auxiliam no controle do colesterol e destacam sinais silenciosos que podem indicar o problema. Mudanças na alimentação e atenção aos sintomas podem prevenir complicações cardiovasculares© DR | msn

Colesterol alto? Estes alimentos baratos ajudam a reduzir os níveis

História de Notícias ao Minuto Brasil

O colesterol alto está associado a diversos problemas de saúde, e o ideal é manter os níveis sob controle. Para isso, alguns alimentos podem ajudar de forma significativa. Eles podem funcionar como aliados naturais, com efeito semelhante ao de certos medicamentos e ainda com baixo custo.

Muita gente acredita que só é possível reduzir o colesterol com remédios, mas a verdade é que uma alimentação adequada também pode contribuir para controlar os níveis e evitar complicações futuras.

O médico Eric Berg afirmou ao Mirror que existem alimentos acessíveis capazes de trazer benefícios importantes, incluindo a redução do colesterol. Segundo ele, não é necessário gastar muito para obter resultados positivos.

Colesterol: o que consumir

“As estatinas são medicamentos altamente eficazes para baixar o colesterol e devem ser tomadas conforme prescrição médica. Além da medicação, uma dieta equilibrada, exercícios físicos regulares e a manutenção de um peso saudável são essenciais para o controle dos níveis de colesterol”, explicou o médico.

Veja o que consumir para ajudar a reduzir o colesterol:

Aveia

“Um estudo recente da Universidade de Bonn descobriu que consumir aveia durante dois dias ajuda significativamente a reduzir o colesterol. A aveia é rica em uma fibra solúvel que é fundamental para suas propriedades de redução do colesterol. Quando consumida, a aveia retém os ácidos ricos em colesterol e impede sua absorção pela corrente sanguínea. A aveia é rica em fibras, que reduzem os níveis de colesterol, contribuem para a saúde do coração e melhoram o bem-estar geral.”

Leites e iogurtes

“Alguns desses produtos são enriquecidos com esteróis e estanóis vegetais, também conhecidos como fitosteróis, que ajudam a reduzir o colesterol. Uma revisão de 124 estudos publicada no British Journal of Nutrition em 2014 revelou que o consumo de até 3,3 gramas de fitosteróis por dia pode diminuir gradualmente o colesterol ruim em apenas algumas semanas. Os esteróis e estanóis vegetais têm semelhanças com o colesterol, o que permite que compitam pela absorção intestinal e reduzam a quantidade de colesterol que entra na corrente sanguínea.”

Colesterol alto: sinais silenciosos que você pode ignorar

O site HealthShots ouviu o cardiologista Swarup Swaraj para identificar sintomas que podem passar despercebidos.

"São silenciosos e fáceis de ignorar, mas podem ser sinais que o corpo está dando. Por isso, ficar atento aos sintomas e agir precocemente pode fazer toda a diferença, não apenas para a saúde do coração, mas para o bem-estar geral", afirmou o especialista.

Sinais nos olhos

O surgimento de pequenos pontos amarelados nas pálpebras ou nas articulações pode indicar colesterol elevado. "Pequenos depósitos de colesterol sob a pele, embora não sejam perigosos por si só, podem ser um sinal de que o corpo está lidando com níveis altos de colesterol."

Cansaço frequente

"Se você está constantemente cansado, mesmo após uma boa noite de sono, pode não ser apenas estresse. A fadiga persistente pode ser um sintoma sutil de colesterol alto. Quando o colesterol se acumula nas artérias, o fluxo sanguíneo é prejudicado."

Um estudo publicado no Journal of Psychosomatic Research apontou relação entre redução do fluxo sanguíneo, artérias obstruídas e sensação de cansaço. "Se o cansaço é constante, vale investigar e verificar os níveis de colesterol."

Dor no peito

"Se você sente aperto, pressão ou desconforto no peito durante esforço, como subir escadas ou caminhar rápido, não ignore. Essa sensação, conhecida como angina, pode indicar que o coração não está recebendo oxigênio suficiente, geralmente por causa de artérias estreitas ou obstruídas."

O especialista reforça a importância de atenção a esse sinal. "Se esses sintomas parecerem familiares, especialmente se houver histórico de doença cardíaca na família, não espere. Procure um médico e avalie os níveis de colesterol."

O que acontece com seu corpo ao comer laranja todos os dias

Rica em vitamina C, fibras e antioxidantes, a fruta pode fortalecer a imunidade, ajudar no colesterol e melhorar a absorção de ferro. Especialistas alertam, porém, para possíveis efeitos no estômago e no esmalte dos dentes em excesso

Notícias ao Minuto | 05:15 - 03/04/2026

Fonte: https://www.msn.com/pt-br/

Foco na História: as grandes civilizações africanas. História da África Portuguesa

Foco na História: as grandes civilizações africanas (Vatican News)

A chamada África colonial portuguesa é composta pelos atuais países de Angola, Moçambique, Guiné, e pelos arquipélagos de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. A partir desse texto e pelos próximos, depois dessa introdução geral, acompanharemos um pouco da história de cada um desses países que tem importância no continente e forte ligação com o Brasil.

Padre José Inácio de Medeiros, CSsR - Instituto Histórico Redentorista

Chegada dos colonizadores portugueses

Os portugueses chegaram a Angola pela primeira vez através do navegador Diogo Cão (isso mesmo), entre 1483 e 1485, mas a colonização efetiva do território só foi iniciada bem mais tarde, já no século XVI, a partir de 1575, quando cerca de 400 colonos, sob a liderança de Paulo Dias de Novais, se fixaram na região, fundando a cidade de São Paulo de Luanda. Em Angola foi implantado o sistema de divisão do território em capitanias também utilizado no Brasil, bem como uma política de exploração de recursos naturais.

Angola possuía um território muito rico, destacando-se as minas de prata da região do Cambambe. Contudo a grande fonte de lucro passou a ser o tráfico de mão de obra escrava, destinada aos engenhos de açúcar do Brasil ou da Ilha Madeira, e também para São Tomé. Nesta fase o território de Angola se resumia a uma faixa litoral, que se foi se estendendo para o interior à medida que a exploração foi acontecendo e à medida que foram crescendo as exigências do tráfico de escravos.

Moçambique se torna colônia de Portugal

Moçambique foi visitado pela primeira vez pelos portugueses quando aí aportou a armada de Vasco da Gama que se destinava a Índia. Mas é possível que Pero da Covilhã possa ter estado em Moçambique, quando da sua estadia em Sofala em 1490. No ano de 1537 foi criada a feitoria de Tete, e em 1544, foi estabelecida a feitoria de Quelimane, que se tornou o local de concentração dos escravos que eram embarcados para Portugal, Brasil e outros destinos.

Moçambique também se revelou uma região rica em minerais preciosos como a prata, ouro, peles, marfim, especiarias e pérolas, recursos que tinha a exploração controlada pelos portugueses. Durante o século XVII foi conquistado e ocupado o reino de Zambéze. No século XVIII, Moçambique deixou de ser controlado pelo vice-reino da Índia passando a ser administrado diretamente por Portugal.

No século XIX, Moçambique, assim como Angola, e o corredor que existia entre as duas que regiões que hoje forma as atuais Zâmbia e Zimbabwe figuravam no chamado "Mapa Cor de Rosa" que, de acordo com o projeto português ligava os dois territórios, controlando assim uma enorme faixa geográfica que se estendia do Oceano Atlântico ao Índico, de costa a costa.

Outras colônias portuguesas na África

A Guiné tornou-se uma importante colónia portuguesa, sobretudo pela produção de ouro, fator que atraiu os portugueses, que aí chegaram após a transposição do Cabo Bojador por Gil Eanes, em 1434. Desde o século XVII desenvolveram-se vários centros de colonização, sendo o território administrado por um capitão-mor.

As ilhas de Cabo Verde foram alcançadas por navegadores portugueses que voltavam da costa da Guiné, entre 1460 e 1462. As ilhas foram rapidamente povoadas por colonos provenientes da metrópole, não só cristãos, como também mouros e judeus, inclusive por pessoas deportadas. Escravos vindos da Guiné também foram levados para as ilhas e com isso a miscigenação racial e cultural ainda hoje é uma das características deste local.

O arquipélago de São Tomé e Príncipe foi descoberto por dois navegadores portugueses, Pero Escobar e João de Santarém, em 1470. Era um território desabitado e coberto por florestas virgens. Seu povoamento teve início em 1485, através de Álvaro de Caminha, capitão-donatário desta colónia. Mantendo nesta região uma vasta quantidade de mão de obra, sobretudo escravos oriundos de Angola e Moçambique, mas também judeus e mouros vindos da metrópole, aconteceu uma exploração em larga escala, primeiro do açúcar, depois do cacau e por fim do café. Também aqui a heterogeneidade da população é uma marca característica.

Durante os séculos de colonização os portugueses criaram numerosas instituições e infraestrutura, à semelhança da metrópole, mas permitir que se perdesse a condição de colónia, com a dependência política e econômica.

As colónias portuguesas da África foram as últimas das colónias africanas, dependentes de países europeus, a alcançat sua independência. Na sequência da Revolução de 25 de abril de 1974 em Portugal, chamada de “Revolução dos Cravos”, começou a luta pela independência que em algumas realidades aconteceu de forma violenta, gerando a guerra civil. A Guiné tornou-se independente em 23 de agosto de 1974, Moçambique em 25 de junho de 1975, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe em julho de 1975 e, por fim, Angola em 11 de novembro do mesmo ano.

Existe um traço do passado que liga estes países a Portugal, seja com as marcas da colonização que ainda continua forte, como também o passado comum, a língua portuguesa e os traços culturais.

Fonte: https://www.vaticannews.va/

terça-feira, 7 de abril de 2026

Casamento em tempos líquidos: controvérsia ou coragem?

Zamrznuti tonovi | Shutterstock

Karen Hutch - publicado em 06/04/26

"Quero me casar e formar uma família". Uma frase controversa para o mundo atual. Cada vez mais jovens adiam ou descartam o matrimônio.

Em uma época na qual o romance costuma ser objeto de ironia e o compromisso permanente desperta estranheza, dizer "quero me casar" pode parecer quase uma declaração contracultural. As redes sociais estão repletas de discursos que questionam o valor do casamento relações estáveis e celebram a autossuficiência absoluta.

No entanto, apesar desse clima cultural, o desejo de amar e construir uma vida com alguém continua vivo em muitas pessoas. Talvez por isso valha a pena perguntar: por que algo tão humano como querer se casar parece hoje, para alguns, uma ideia polêmica?

No México, o INEGI e o Xataka apontam que as novas gerações já não veem o matrimônio como parte essencial para uma vida plena; em vez disso, as gerações Z e Millennial agora priorizam o desenvolvimento profissional, os estudos, as viagens e o crescimento pessoal antes do compromisso do casamento.

O auge do cinismo romântico

As marcas de roupas, assim como as redes sociais, encarregaram-se de nos vender um cinismo romântico que nos impulsiona a ver os homens como inimigos e até a compartilhar a ideia de que ter um namorado pode ser vergonhoso — desde a ideia de postar fotos com ele até o fato de não querer ter um compromisso real com a pessoa e se casar.

E embora nessa busca controversa por um amor verdadeiro a jornalista Megan Dillon tenha analisado a dura realidade de ser um otimista romântico, o cenário dos encontros pode chegar a ser sombrio devido à falta de um vínculo real e à fragilidade nas relações.

Ela argumenta que "a fadiga dos aplicativos de namoro nos faz desejar conexões na vida real, mas é difícil ter um encontro casual na fila de um café quando todos estão grudados em seus telefones".

Casamento e a própria independência

A narrativa atual nos apresenta a ideia de que o matrimônio acaba com a independência individual, apresentando ambos como incompatíveis, debatendo que o casamento encerra os projetos pessoais e a liberdade da pessoa. No entanto, não se trata de acabar com os projetos pessoais, mas de uni-los a um projeto de casal, onde ambos possam continuar crescendo juntos.

Megan Dillon expressa em um de seus artigos que "querer um parceiro não cancela a independência, mas pode enriquecer a vida pessoal". Enquanto isso, a visão cristã nos comprova que "o matrimônio não anula a pessoa, mas a chama a um amor mais pleno e maduro".

Amar em tempos líquidos

Mesmo quando enfrentamos a dificuldade de encontrar um amor para toda a vida e diante da ideia contracultural de querer casar, o anseio de amar e ser amado permanece no coração do ser humano. Vemos isso nos encontros através dos aplicativos e no entusiasmo por encontros espontâneos, na busca por encontrar alguém interessante que compartilhe as mesmas metas; o desejo de amar e ser amado não desaparece, mesmo quando a cultura o ridiculariza.

Amar é a melhor decisão

Em uma cultura que muitas vezes desconfia do compromisso e zomba do romantismo, querer amar uma pessoa para sempre pode parecer ingênuo. No entanto, talvez seja o contrário. Apostar no matrimônio implica entregar-se e saber que a cada dia o amor pode crescer, amadurecer e sustentar-se no tempo.

Talvez por isso, em meio a uma época marcada pelo descartável, escolher o matrimônio não seja uma ideia fora de moda, mas sim uma das decisões mais corajosas e esperançosas que uma pessoa pode tomar.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Você toma café da manhã tarde?

Café da manhã no horário errado pode prejudicar o metabolismo (Foto: Freepik)

Você toma café da manhã tarde? Isso pode afetar sua saúde

Por: Simples Conteúdo

7 abr 2026  04h57

O horário em que você faz a primeira refeição do dia pode ser mais importante do que parece. Um estudo publicado no International Journal of Epidemiology revelou que tomar café da manhã após as 9 horas da manhã está associado a um aumento de 59% no risco de desenvolver diabetes tipo 2, em comparação com quem se alimenta antes das 8h.

A pesquisa, realizada até o ano passado, acompanhou 103.312 adultos na França, que registraram detalhadamente seus hábitos alimentares, incluindo horários e composição das refeições. Os participantes foram monitorados por cerca de sete anos, período em que foram identificados 963 novos casos da doença. Segundo os dados, o risco foi significativamente maior entre aqueles que costumavam adiar o desjejum.

Para os pesquisadores, a relação tem base fisiológica. Pular ou atrasar o café da manhã pode prejudicar a regulação da glicose, da insulina e dos lipídios no organismo, processos essenciais para manter o metabolismo equilibrado e prevenir doenças metabólicas.

Jantar tarde também pesa contra

Além do café da manhã, o estudo também analisou o impacto do horário da última refeição do dia. Os resultados indicam que jantar após as 22h também pode elevar o risco de diabetes tipo 2.

Por outro lado, pessoas que distribuíam melhor a alimentação ao longo do dia, com refeições mais frequentes, apresentaram menor incidência da doença. Isso reforça a importância não apenas do que se come, mas também de quando se come.

Qual seria o horário ideal?

De acordo com os cientistas, os benefícios do jejum prolongado parecem depender de uma rotina alimentar equilibrada. Nesse contexto, a recomendação mais favorável seria:

Tomar café da manhã antes das 8h

Jantar antes das 19h

Essa combinação pode ajudar a alinhar o relógio biológico do corpo, favorecendo o metabolismo e reduzindo o risco de desenvolver diabetes tipo 2.

Fonte: https://www.terra.com.br/

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/degusta/alimentacao-com-saude/voce-toma-cafe-da-manha-tarde-isso-pode-afetar-sua-saude,05db209aae8b6b405dc3ac537f9c186cg09f74ij.html?utm_source=clipboard

Tiago Alberione: o profeta da evangelização digital

Bem-aventurado Tiago Alberione, fundador da Pia Sociedade de São Paulo (Vatican News)

Neste sábado, 4 de abril, recorda-se o nascimento do Beato Tiago Alberione, sacerdote italiano que intuiu, ainda no início do século XX, que o Evangelho precisava habitar os meios de comunicação — uma visão que permanece atual e profundamente profética.

Matheus Macedo - Vatican News

No dia 4 de abril celebra-se o nascimento do Beato Tiago Alberione, sacerdote italiano que, ainda no início do século XX, teve uma intuição decisiva: o Evangelho precisava habitar os meios de comunicação.

Assista a reportagem: Tiago Alberione - o pioneiro da evangelização através da comunicação

Hoje, em um cenário marcado pelas redes sociais, pela inteligência artificial e por novas linguagens digitais, sua visão não apenas permanece atual, como se revela profundamente profética. Esse dinamismo se reflete também em experiências recentes da Igreja, como o trabalho de missionários digitais e de paróquias que transformam as mídias sociais em verdadeiros espaços de evangelização e encontro.

Tiago Alberione abençoando equipamentos cinematográficos.   (Alberione.org)

Fundador da Pia Sociedade de São Paulo, conhecida como Família Paulina, Alberione compreendeu que a comunicação não era apenas um instrumento, mas um ambiente a ser evangelizado, uma percepção reconhecida pelo Papa Paulo VI, que via nele “uma testemunha capaz de discernir os sinais dos tempos”.

Padre Alberione: um “empreendedor de Deus”

Segundo o postulador dos Paulinos, Padre Vito Spagnolo, “padre Alberione não era um intelectual de escritório, mas um verdadeiro ‘empreendedor de Deus’”. Sua intuição nasceu na noite de passagem do século XIX para o XX, enquanto rezava diante da Eucaristia: sentiu o convite de Jesus a “fazer algo pelos homens do novo século”.

Ele compreendeu que a imprensa, o rádio e, depois, a televisão não eram instrumentos do “mundo” ou do “demônio”, mas púlpitos modernos a partir dos quais anunciar a Palavra. Sob sua orientação nasceram iniciativas que ainda hoje marcam a cultura italiana e mundial: Família Cristã (uma das revistas mais difundidas na Itália), Il Giornalino (voltado à educação das crianças), as Edições Paulinas e a Paulus Editora (para a difusão da Bíblia e de livros acessíveis), além de iniciativas no rádio e no cinema. Foi um dos primeiros a investir na produção audiovisual com finalidade pastoral.

Beato Tiago Alberione junto a irmãos e padres paulinos   (Alberione.org)

“Se estivesse vivo hoje”, observa o padre Spagnolo, “Alberione provavelmente seria um dos primeiros a usar inteligência artificial, redes sociais e até o metaverso. Ele dizia: ‘não falem apenas de religião, mas falem de tudo de modo cristão’. Hoje, isso significa habitar o ambiente digital levando valores humanos e espirituais ao meio do caos informativo”.

A atualidade de uma intuição profética

Para o superior geral dos Paulinos, Padre Domenico Soliman, a intuição de Alberione continua sendo um dos grandes legados do fundador. “Embora padre Alberione tenha vivido em uma época já distante, ele ofereceu à Igreja uma nova sensibilidade quanto à evangelização por meio dos meios e das linguagens da comunicação”, afirma. Segundo ele, um dos aspectos mais atuais é o desejo de alcançar a todos: “é muito forte esse anseio de chegar a todos, para que todos possam encontrar Cristo e o seu Evangelho.” Uma missão que hoje se insere em um contexto em que a comunicação se tornou parte da vida cotidiana: “Ela se torna cada vez mais próxima das pessoas, aliás, parte do contexto vital de cada indivíduo.”

Família Paulina junto ao fundador Tiago Alberione   (Alberione.org)

Diante das transformações tecnológicas, padre Domenico vê continuidade, não ruptura: “pensemos nas redes digitais, na inteligência artificial, com seus desafios e oportunidades. Padre Alberione queria chegar a todos os povos, entrar em cada casa, envolver todas as categorias de pessoas… todos, pelo Evangelho.” E acrescenta: “hoje, ele se alegraria ainda mais ao ver como a comunicação é um contexto vital, onde as pessoas vivem com seus problemas, mas também com suas esperanças, aspirações e alegrias.”

Espiritualidade integral: todo o Cristo para toda a pessoa

Outro ponto central destacado pelo superior geral dos Paulinos é a herança espiritual deixada por Alberione. “Ele nos deixou uma espiritualidade cujo centro é Cristo, todo o Cristo — isto é, Verdade, Caminho e Vida”, explica. “Isso significa: mente, vontade e coração. Mais uma vez aparece a totalidade: todo o Cristo para toda a pessoa.”

Inspirado em São Paulo, prossegue, o fundador propõe um caminho de comunhão profunda: “a humanidade é chamada não apenas a estar próxima de Jesus, mas a estar nele. Trata-se de um verdadeiro processo de comunhão”. Para o sacerdote, essa síntese continua sendo fecunda: “esses aspectos permanecem extremamente atuais, como um caminho vivo para a Igreja que anuncia o Evangelho em cada tempo e contexto.”

O museu: uma memória viva

Museu Pe. Tiago Alberione (Vatican News)

Essa herança ganha forma concreta em Roma, no museu dedicado ao fundador, localizado na Via Alessandro Severo. Para o padre Spagnolo, “não é um museu no sentido de um arquivo morto, mas uma memória viva, onde o carisma é custodiado para ser transmitido”.

Ao percorrer os ambientes, o escritório, o quarto, as salas de oração e trabalho, o visitante entra em contato com sinais concretos da vida de Alberione: a escrivaninha, a máquina de escrever, os primeiros equipamentos tipográficos. Elementos simples que revelam uma missão construída com poucos recursos, mas grande ousadia. A sala da oração lembra que toda ação nasce da Eucaristia: “sem esse contato com Deus, a comunicação corre o risco de se tornar apenas ruído”, afirma o sacerdote. Já a sala do trabalho expressa a dimensão missionária: “o papel, a tinta, os caracteres móveis tornavam-se meio para levar Cristo a quem não chegava à Igreja.”

Um legado que desafia o presente

O museu provoca o visitante a pensar no hoje: “o que o padre Alberione faria com a internet, as redes sociais, a inteligência artificial?”, questiona Pe. Spagnolo. Inserido no complexo onde ainda vivem e trabalham os membros da Família Paulina, o museu testemunha que o carisma não está fechado em vitrines. Ele continua vivo, caminhando nos livros, sites, redes e nas novas plataformas digitais.

Quarto do beato Tiago Alberione (Vatican News)

Paulo VI, que admirava profundamente Alberione, dizia: “eis aqui: humilde, silencioso, incansável, sempre vigilante, sempre recolhido em seus pensamentos, que vão da oração à ação, sempre empenhado em perscrutar os ‘sinais dos tempos’...”

Como conclui padre Spagnolo, Tiago Alberione nos ensina que “a fé não deve ter medo do progresso, mas deve conduzi-lo, dando-lhe uma alma. Seu legado inspira porque nos recorda de usar todos os meios de comunicação com inteligência, colocando-os a serviço da comunhão, da verdade, do amor a serviço de Deus”.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Vida de Maria (17): Ressurreição e Ascensão do Senhor

Ressurreição e Ascensão do Senhor (Opis Dei)

Vida de Maria (17): Ressurreição e Ascensão do Senhor

Os evangelhos não incluem Nossa Senhora no grupo de mulheres que no domingo foram lavar o corpo do Senhor. Sua ausência mostra a esperança na vitória de Cristo.

18/04/2017

Ao amanhecer do terceiro dia, uma vez passado o sábado, Maria Madalena, Maria a mãe de Tiago e Salomé puseram-se a caminho para o sepulcro de Jesus. O amor as impulsionava a prestar os últimos serviços ao corpo morto do Senhor, que não puderam fazer na tarde de sexta-feira. Enquanto caminhavam, se perguntavam umas às outras: Quem vai remover para nós a pedra da entrada do túmulo? (Mc 16, 3). Era, de fato, uma espécie de roda de moinho que vários homens haviam colocado para fechar a sepultura.

Chama a atenção que os evangelhos não mencionem a Santíssima Virgem. Depois de ter anotado a sua presença ao pé da Cruz, a figura de Nossa Senhora não volta a aparecer até depois da Ascenção, quando São Lucas, no começo do livro dos Atos dos Apóstolos, assinala que Maria se encontrava no Cenáculo de Jerusalém, com os Apóstolos, as outras mulheres que haviam seguido Jesus desde a Galileia e vários de seus parentes (cfr. Atos 1, 12-14).

Este silêncio é muito eloquente. Maria, ao contrário de todos os outros, acreditava firmemente na palavra de seu Filho, que havia predito a sua ressurreição dos mortos ao terceiro dia. Por isso, desde a mais remota antiguidade, os cristãos pensaram que deve ter passado em vigília a noite do sábado para o domingo, esperando o momento em que Jesus iria cumprir sua promessa. Podemos pensar que, com a ajuda de João – que não se separava dela desde que a havia recebido por mãe ao pé da cruz -, dedicou as horas anteriores a reunir os discípulos do Mestre, tratando de fortalecê-los na fé e na esperança, especialmente os que tinham sido covardes naqueles momentos dolorosos.

Enquanto despontava o novo dia – que logo começaria a chamar-se dies dominica, dia do Senhor –, a Virgem se entregava mais e mais à oração. A fé e a esperança da Igreja nascente estavam concentradas nEla. E esse sentir comum que a primeira aparição do Senhor ressuscitado foi para sua Mãe: não para que tivesse fé, mas como prêmio da sua fidelidade e consolo em sua dor. Depois, com o passar das horas, a notícia correu de boca em boca: primeiro entre os discípulos, a quem as mulheres que foram ao sepulcro comunicaram; e depois a círculos cada vez mais amplos.

No entanto, em Jerusalém os ânimos estavam exaltados; a crucificação de Cristo não havia acalmado o ódio dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos. Sobre os Apóstolos pendia um sério perigo: o de serem acusados de roubo e ocultação do cadáver. Talvez por esta razão, os anjos recordaram às mulheres – para que comunicassem aos discípulos – o que o próprio Jesus lhes havia dito antes da paixão: que fossem para a Galileia (cfr. Lc 24, 8).

Aquele primeiro domingo esteve cheio de idas e vindas ao sepulcro vazio. Finalizou com a aparição de Jesus aos Apóstolos no Cenáculo, à que se seguiria outra no mesmo lugar, uma semana depois (cfr. Jo 20, 19 ss). Logo deveriam empreender a viagem à Galileia, com Maria entre eles, pelos caminhos percorridos outras vezes com Jesus em alegre companhia.

À espera das manifestações do Mestre, os Apóstolos voltaram a seu trabalho de pesca (cfr. Jo 21, 1 ss) enquanto a Virgem, provavelmente alojada na casa de Cafarnaum onde antes havia vivido, seguia fortalecendo a todos na fé e no amor.

Pouco a pouco os ânimos hostis se aplacaram, os Apóstolos e os discípulos viram fortalecida sua fé na ressurreição: de cada encontro com o Senhor – os evangelhos nos relatam só alguns – saiam eufóricos, alegres, otimistas, voltados para o futuro. Até que, num momento determinado, Jesus reuniu os mais íntimos em Jerusalém para dar-lhes os últimos ensinamentos e recomendações, porque a partida definitiva se aproximava.

Foi numa tarde, depois de tomar juntos a última refeição. No cimo ou nas ladeiras do Monte das Oliveiras, com Jerusalém a seus pés, tiveram a última reunião em família com o Mestre. Talvez os seus corações se encolhessem um pouco, pensando que já não o veriam mais. Porém o próprio Senhor adiantando-se, lhes assegurou que continuaria com eles de um novo modo (cfr. Mt 28, 20).

Disse-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas esperai a promessa do Pai (At 1, 4), e logo subiu aos Céus para participar do senhorio de Deus em sua Humanidade Santíssima. São Lucas conta a cena com detalhes: Então Jesus levou-os para fora da cidade, até perto de Betânia. Ali ergueu as mãos e abençoou-os. E enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi elevado ao céu. Eles o adoraram. Em seguida voltaram para Jerusalém, com grande alegria (Lc 24, 50-52). Tinham consigo a Mãe de Jesus, que era também Mãe de cada um deles. E, rodeados em volta dEla, aguardaram a chegada do Espírito Santo prometido.

J. A. Loarte

Fonte: https://opusdei.org/pt-br/

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF