
Written by Veritatis Splendor
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Autor: Pe.
Arthur W. Terminiello
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Fonte: Livro
“The 40 Questions Most Frequently Asked
about the Catholic Church by Non-Catholics” (1956) / Site “Una
Fides, One Faith” (http://net2.netacc.net/~mafg)
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Tradução: Carlos
Martins Nabeto
– Os católicos realmente creem que estão recebendo
o corpo e o sangue de Cristo na comunhão?
Cristo
instituiu a Santa Eucaristia na noite anterior à sua morte, ou seja, na
primeira Quinta-Feira Santa, quando transformou o pão e o vinho em Seu corpo e
sangue, e depois ordenou que os seus Apóstolos fizessem o que Ele havia feito,
em memória Dele:
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“E, enquanto jantavam,
Jesus tomou o pão, o abençoou e partiu, e o deu aos seus discípulos, dizendo:
‘Tomai e comei; isto é o meu corpo’ (…) E, tomando um cálice, deu graças e o
deu a eles, dizendo: ‘Tomai todos e bebei disso, pois este é o meu sangue da
nova aliança'” (S. Mateus 26,26-28).
Nosso
Senhor pretendia literalmente transformar o pão e o vinho em Seu corpo e sangue
ao invés de nos deixar um mero símbolo ou memorial da sua Paixão. Sabemos disso
pelas palavras da sua promessa em vir a fazer isso, no Evangelho de São João,
capítulo 6. As palavras importantes deste capítulo são:
a) João 6,52: “O pão que darei é a minha
carne para a vida do mundo”.
b) João 6,54: “Se não comerdes da carne do
Filho do homem, não tereis vida em vós”.
c) João 6,56: “Porque a minha carne é
verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida”.
Esses e outros textos devem ser tomados
literalmente, porque todo o contexto o exige e porque qualquer outra
interpretação nos envolveria em consequências absurdas. As palavras “Comei da minha carne e bebei do meu sangue” em
uma interpretação figurada significariam “perseguir” ou “odiar amargamente”.
Nesses sentidos, tais palavras significariam que Nosso Senhor prometia vida
eterna e ressurreição gloriosa àqueles que O odeiam [ou perseguem]!
A construção gramatical das frases “Isto é o meu corpo” e “Isto é o meu sangue” não admite um significado
figurado ou simbólico. Quando o verbo “ser” é usado, o antecedente deve ser
sempre idêntico ao consequente, ou seja, “Isto” deve ser idêntico ao “Meu
Corpo”. Portanto, deve ter havido uma mudança de substância.
Os
Apóstolos entenderam que Cristo falava literalmente:
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“O cálice da bênção
que abençoamos, não é a partilha do sangue de Cristo? E o pão que partimos, não
é a participação do corpo do Senhor?” (1Coríntios
10,16);
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“Portanto, quem
indignamente comer deste pão ou beber do cálice da bênção que abençoamos, será
réu do corpo e do sangue do Senhor” (1Coríntios
10,27).
Essa foi a crença contínua do
Cristianismo até a época da Reforma.
Veritatis Splendor
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