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ORAÇÕES AO PÉ DO ALTAR. SALMO 42 “Subirei ao altar de Deus”.
Que forma excelente de começar a Missa! No topo do monte Moriá, a montanha
santa em Jerusalém, ficava o Templo, no mesmo local onde Abraão recebera ordem
de sacrificar seu único filho. Diante do Templo, o altar de holocaustos ardia
dia e noite, e somente ali podiam se oferecer sacrifícios a Deus. Diz-se que o
autor desse salmo foi um levita que viveu no exílio, longe de Jerusalém, e ele
suspira de saudades. No entanto, mesmo na hora mais difícil, ele coloca sua
confiança no Senhor e se apega à esperança de que sua oração logo será atendida.
CONFITEOR O Confiteor é a fórmula tradicional para a
confissão de nossos pecados, rezada no confessionário, no Ofício Divino e
também na Missa. Como é um sacramental, quem o reza pode obter o perdão dos
pecados veniais, desde que esteja verdadeiramente arrependido. Veja como o
sacerdote se curva enquanto reza o Confiteor, como se estivesse carregando o
grande peso de nossos pecados em suas costas, assim como Nosso Senhor no Jardim
de Getsêmani.
KYRIE Veja a estrutura do Kyrie: ele possui três grupos de
três. Há várias partes da Missa em que um trecho é repetido três vezes, mas
aqui são três vezes três! Isto em honra à Santíssima Trindade, nosso Deus que é
Três em Um. Primeiro, dirigimo-nos a Deus Pai, que é Senhor. Depois a Cristo, a
segunda pessoa da Trindade. E finalmente, nos dirigimos à terceira pessoa, o
Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, e é também chamado de Senhor.
Cada pessoa é invocada três vezes para demonstrar o fato de que cada pessoa da
Santíssima Trindade vive no interior da outra. Essa relação é chamada
perichoresis.
GLORIA O Gloria é também chamado de Doxologia Maior e ele
incorpora elementos de nossa fé na Santíssima Trindade. Pode-se notar que ele
preenche as quatro finalidades do sacrifício (adoração, propiciação, ação de
graças e petição). Ele começa dirigindo-se a Deus Pai, e depois a Deus Filho e
então ao Espírito Santo.
COLETA A Coleta é uma oração cujo nome vem do latim “colligere”,
que significa ‘reunir’, e seu objetivo é exatamente esse: coletar as intenções
da festa que está sendo celebrada e apresentá-las diante de nosso Pai Celeste.
EPÍSTOLA A Epístola é uma carta ou “lição”, geralmente tirada
dos escritos de S. Paulo, mas ela pode ser também de cartas escritas por outros
Apóstolos (Pedro, João, Tiago ou Judas), ou uma leitura dos Atos dos Apóstolos,
do Livro do Apocalipse ou do Velho Testamento.
EVANGELHO Como Isaías, o sacerdote pede que seus lábios sejam
purificados para proclamar a palavra de Deus dignamente. Aqui fazemos o sinal
da cruz em nossa testa, lábios e coração, pedindo a Nosso Senhor que mantenha a
Sua Palavra em nossos pensamentos, palavras e atos, deste dia e sempre. Repare
que o celebrante remove seu manípulo antes de proferir a homilia. Ele volta a
colocá-lo antes do Credo. Isto porque ele o usa especificamente quando
intercede por nós.
CREDO O Credo é rezado em todo os domingos e solenidades, e
omitido na maior parte das missas feriais (dias de semana).
Acabamos de atravessar a “ponte” da Missa da Preparação para
a Missa da Realização.
OFERTÓRIO Na Igreja antiga, um salmo era cantado enquanto as
oblatas do pão e vinho eram levadas ao altar pelos fiéis. A antífona do
Ofertório é um vestígio daquele Salmo. Ao prepararmo-nos para celebrar o
sagrado mistério da Eucaristia, oferecemos o nosso pão e vinho a Deus para a
Sua bênção, mas deveríamos acrescentar nossos próprios dons. Nos tempos dos
primeiros cristãos, os membros da Igreja formavam uma longa fila trazendo os
seus dons de alimentos, vinho, ouro e joias preciosas ao altar. Hoje é
costumeiro oferecer um donativo em dinheiro para sustento da Igreja e de seus
sacerdotes, mas, mais importante, nós devemos oferecer a nós mesmos a Deus,
elevando nossos corações a Ele juntamente com a Hóstia na patena, como fizeram
muitos santos.
DEUS E A CRIAÇÃO SE UNEM O vinho derramado no cálice
representa a natureza divina de Jesus, e a gota d’água que é misturada ao vinho
representa a nossa natureza humana — e com ela a nós mesmos. Assim como os dois
se misturam no cálice e não podem mais ser separados, ao juntarmos nosso
sacrifício àquele sendo oferecido no altar, esperamos nos tornar um com Cristo
na Eucaristia.
LAVABO Assim como o sacerdote rezou para que seus lábios
fossem purificados antes de cantar as palavras do Evangelho, ele agora purifica
suas mãos para prepará-las para tocar o que logo tornar-se-á o Corpo de Cristo.
Como as mãos que vão tocar o Santíssimo Corpo de Nosso Senhor nunca poderão
estar suficientemente puras, enquanto o sacerdote lava as suas mãos com águas
nessa purificação simbólica, ele reza o Salmo 25, pedindo que permaneça puro
pela ajuda de Deus.
PREFÁCIO O Prefácio é uma oração-hino baseada nas que eram
usadas nas cerimônias da Páscoa judaica. Em certo tempo, cada Missa possuía seu
próprio prefácio, mas hoje há apenas quinze que são usados em festas especiais.
A melodia usada para entoar o Prefácio é a mesma que era usada pelos gregos
antigos para proclamar os feitos de um herói na festa em sua homenagem. Note-se
que, ao aproximar-se do final, o Prefácio recorda os anjos, cuja canção de
louvor celestial vem a seguir.
SANCTUS “Vi ao Senhor assentado sobre um alto e elevado
sólio… Os Serafins estavam sobre Ele… e clamavam um para o outro, e diziam:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus dos exércitos, cheia está toda a terra da sua
glória.” (Isaías 6, 1-3)
HANC IGITUR Esta oração contém quatro petições: 1. Que Deus
aceite nossa oferenda; 2. Que Ele nos conceda paz em nosso tempo; 3. Que Ele nos
salve da danação eterna; 4. Que Ele nos conceda a vida eterna.
A CONSAGRAÇÃO DA HÓSTIA “… alimentaste o teu povo com o
mantimento dos anjos, e lhe deste o pão vindo do céu, preparado sem trabalho,
que tinha em si toda a delícia, e a suavidade de todo o sabor.” (Sabedoria 16,
20)
A ELEVAÇÃO DA HÓSTIA Como uma fanfarra de trombetas
anunciando a chegada de um rei terreno, quando você ouve a sineta tocar, sabe
que nosso Rei Celeste veio a nós. Olhe reverentemente para a Hóstia Consagrada
que o Padre ergue para que todos a vejam e diga com Tomé, o Apóstolo, “Meu
Senhor e Meu Deus!” Quando fazemos isso, não só mostramos a Nosso Senhor o
quanto o adoramos, mas podemos também receber uma indulgência.
A PEQUENA ELEVAÇÃO Esta doxologia é o coração solene do Cânon
e de certa forma ela reflete o Sanctus que precedeu o Cânon. Foi durante aquele
canto de louvor que o sacerdote entrou no “Santo dos Santos”, e é com este hino
de louvor que ele reaparece. Como esse simbolismo era essencial na liturgia
antiga da Missa, era apenas nesse momento que as espécies consagradas eram
mostradas à adoração dos fiéis. O final da doxologia é rezado em voz alta para
que possamos responder “amém” em afirmação do que até agora transcorreu em
silêncio.
PATER NOSTER Agora que a parte sacrifical da Missa está
completa, procuramos aplicar às nossas almas os frutos deste sacrifício
perfeito. A oração perfeita sempre dá primeiro a Deus e só então pede para
receber, e o Pai Nosso, vindo do próprio Senhor, estabelece o paradigma dessa
perfeição. Santo Tomás de Aquino e Santo Agostinho observaram que toda a oração
deve ter como modelo esse exemplo perfeito, que nos ensina até mesmo aquelas
coisas que devemos pedir, e a ordem em que devemos pedi-las.
DOMINE, NON SUM DIGNUS “Rezamos para que não seja dito de
nós: ‘As bodas com efeito estão preparadas, mas os convidados não eram
dignos.'”. (Mateus 22, 8)
EIS O CORDEIRO DE DEUS! Em preparação para a festa da Páscoa,
os judeus formavam grupos de 10-20 homens com quem celebravam a refeição da
Páscoa. Eles então escolhiam um cordeiro imaculado entre os novilhos,
lavavam-no com cuidado e o ungiam, e o mantinham à parte por três dias antes de
sacrificá-lo. Durante esse período, ele era chamado de “Cordeiro de Deus”.
Quando João proferiu essa frase ao ver Jesus, não houve dúvida quanto ao que
queria dizer: esta era o Messias, que viera para salvá-los.
ENVIADOS AO MUNDO: “ITE, MISSA EST” “Vós sois a luz do mundo…
Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas
obras, e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.” (Mateus 5, 14-16) Até o
século XII, era que aqui que terminava a Missa — na verdade, a oração que se
segue à despedida, “Placeat tibi”, era conhecida como “a oração depois da
Missa” porque ela era rezada privadamente pelo sacerdote após a Missa. Mas não
devemos ir embora e esquecer que carregamos agora a luz de Cristo dentro de
nós. Por isso, receberemos mais uma bênção final e instrução para lembrar-nos
de nossa missão como católicos, de levar essa luz ao mundo.
BÊNÇÃO Tornamo-nos ostensórios vivos carregando a luz de
Cristo dentro de nós. Antes de levar essa luz ao mundo, ajoelhamo-nos para
receber a bênção final, como os cavaleiros de antigamente recebiam os seus
escudos antes de serem enviados à batalha.
E HABITOU ENTRE NÓS No início da Missa, rezamos “Enviai-me a
Vossa Luz e a Vossa verdade!”. É muito oportuno, portanto, que a Missa termine
com as palavras: “e nós vimos a Sua glória, glória igual a que o Pai dá a seu
Filho Único, cheio de graça e de verdade.”
PETIÇÕES ESPECIAIS PELA IGREJA Essas orações, que se dizem
após a Missa Rezada, reúnem nossas petições de forma especial pelas intenções
da Santa Madre Igreja.
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