![]() |
Escoteiro descansa em frente à Gruta de Massabielle. (Foto de Matthieu Rondel / AFP) |
Estamos
em pleno verão europeu, o que levou os bispos franceses a elaborar algumas
"regras", ou, sugestões para os cristãos não darem férias à sua fé,
mas levarem Deus consigo e testemunharem a alegria do Evangelho.
Isabella Piro - Vatican News
Como fazer férias "divinas"? Abre-se com
esta pergunta, intencionalmente provocativa, o particular "Decálogo do
cristão em férias" preparado pelos bispos franceses para este verão 2021.
A proposta do episcopado parte de um dado de fato:
"Durante as férias, somos 'menos' cristãos. Antes ainda, às vezes não o
somos de nenhuma maneira – lê-se no site da Conferência Episcopal (CEF).
Permitimo-nos um tempo excepcional, uma festa sem Deus, domingos sem Missa.
Resumidamente: Deus está de férias”. Neste sentido, a sugestão para conceber o
tempo de ócio e de descanso também como “um itinerário no amor do Senhor”.
A primeira regra, então, será dedicar "tempo à
caridade", refletindo sobre o "peso" que o amor terá durante as
férias. “Este é um ponto essencial - sublinham os bispos - caso contrário, o
período de verão corre o risco de ser somente egoísmo disfarçado de relax”.
A segunda regra será “colocar Deus na mala”, isto
é, bastará, por exemplo, levar consigo “uma pequena Bíblia, a vida de um Santo,
uma pequena obra de Teologia”, explica a Conferência Episcopal francesa, sem
esquecer “o Rosário, um pequeno ícone ou um crucifixo”.
Da mesma forma, o terceiro Mandamento convida a
"levar Deus no coração em cada momento das férias", porque "a fé
é a nossa ligação com o Senhor".
No quarto ponto, por outro lado, os bispos exortam
os fiéis a "fugir dos lugares sem Deus", isto é, daquelas
"situações ambíguas ou doentes que prejudicam o nosso vínculo com o Senhor
e com o próximo".
O tempo das férias, de fato - e este é o quinto
mandamento - deve ser entendido como “um longo domingo”, portanto, como “um tempo
para dedicar um espaço somente a Deus”.
Por isso, como sexta regra, a CEF exorta a não
“faltar à Missa” usando desculpas triviais, mas sempre participar do encontro
com o Senhor.
Enfim, os quatro últimos mandamentos são indicações
práticas para “contemplar, testemunhar, servir e alegrar-se”: contemplar a
beleza presente “na natureza, na arte, no ser humano”, porque “sem contato com
a beleza, ficamos áridos rapidamente”; dar testemunho de Cristo, porque “nas
férias, não devemos nos limitar a 'permanecer' cristãos, mas também a despertar
a fé nos outros”; servir ao próximo, porque colocar-se ao serviço do outro
significa percorrer “o caminho de Deus”.
E, por fim, se alegrar: “O cristão se alegra em
tudo porque sua alegria está antes de tudo em Deus - recorda a CEF. Longe do
ideal mundano da ociosidade preguiçosa e desumanizante, o cristão exala alegria
quando Deus dá sua graça, na verdade e a gratuidade do dom de si”.
“E no seu regresso, melhor do que as fotos
orgulhosas das empreitadas turísticas - concluem os bispos - o cristão dará
testemunho de um coração mais alegre por ter levado Deus de férias com ele”.
Fonte: Vatican News Service - IP
Nenhum comentário:
Postar um comentário