A Cátedra de São Pedro
Através de dois mil anos de história, conserva-se na Igreja
a sucessão apostólica. E, dentre os Apóstolos, o próprio Cristo tornou Simão
objeto duma escolha especial: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha
Igreja. Pedro muda-se para Roma e fixa ali a sede do primado, do Vigário de
Cristo.
22/02/2025
Jesus então declarou: “Feliz és tu, Simão, filho de
Jonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou isso, mas o meu Pai que
está no céu. Por isso, eu te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a
minha Igreja, e as forças do Inferno não poderão vencê-la. Eu te darei as
chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e
tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.
Mt 16, 17-19
Roma, sede apostólica
Através de dois mil anos de história, conserva-se na Igreja
a sucessão apostólica. Os bispos, declara o
Concílio de Trento, sucederam no lugar dos Apóstolos e, como diz o
próprio Apóstolo (Paulo), estão colocados, pelo Espírito Santo para reger
a Igreja de Deus (Act. XX, 28). E, dentre os Apóstolos, o próprio Cristo
tornou Simão objeto de uma escolha especial: Tu és Pedro e sobre esta
pedra edificarei a minha Igreja (Mt XVI, 18). Eu roguei por
ti, acrescenta também, para que a tua fé não pereça; e tu, uma vez
convertido, confirma os teus irmãos (Lc XXII, 32). Pedro muda-se para
Roma e fixa ali a sede do primado, do Vigário de Cristo. Por isso, é em Roma
que melhor se observa a sucessão apostólica, e por isso é chamada a Sé
apostólica por antonomásia.
Amar a Igreja, 12
Uma formosa paixão
Contribuímos para tornar mais evidente essa apostolicidade,
aos olhos de todos, manifestando com delicada fidelidade a união com o Papa,
que é união com Pedro. O amor ao Romano Pontífice há de ser em nós uma formosa
paixão, porque nele vemos Cristo. Se cultivarmos a intimidade com o Senhor por
meio da oração, caminharemos com um olhar desanuviado que nos permitirá
distinguir, mesmo nos acontecimentos que às vezes não compreendemos ou que nos
causam pranto ou dor, a ação do Espírito Santo.
Amar a Igreja, 13
Sempre mais ‘romanos’
Esta Igreja Católica é romana. Eu saboreio esta palavra:
romana! Sinto-me romano, porque romano quer dizer universal, católico; porque
me leva a amar carinhosamente o Papa, il dolce Cristo in terra,
como gostava de repetir Santa Catarina de Sena, a quem tenho como amiga
amadíssima.
Amar a igreja, 11
Tens de crescer de dia para dia em lealdade à Igreja, ao
Papa, à Santa Sé... Com um amor cada vez mais teológico!
Sulco,353
A todos os povos
Maria edifica continuamente a Igreja, reúne-a, mantém-na
coesa. É difícil ter uma devoção autêntica à Virgem e não sentir-se mais
vinculado aos outros membros do Corpo Místico e mais unido à sua cabeça
visível, o Papa. Por isso gosto de repetir: Omnes cum Petro ad Iesum
per Mariam!, todos, com Pedro, a Jesus por Maria! E, ao
reconhecermo-nos parte da Igreja e convidados a sentir-nos irmãos na fé,
descobrimos mais profundamente a fraternidade que nos une a toda a humanidade:
porque a Igreja foi enviada por Cristo a todos os homens e a todos os povos.
É Cristo que passa, 139
Para mim, depois da Trindade Beatíssima e da nossa Mãe a
Virgem, vem logo o Papa, na hierarquia do amor. Não posso esquecer que foi o
S.S. Pio XII quem aprovou o Opus Dei quando, para mais de uma pessoa, este
caminho de espiritualidade soava a heresia: como também não esqueço
que as primeiras palavras de carinho e afeto que recebi em Roma, em 1946, me
foram ditas pelo então Mons. Montini. Tenho também muito gravado o encanto
afável e paternal de João XXIII, de todas as vezes que tive ocasião de visitá-lo.
Uma vez lhe disse: "Em nossa Obra todos os homens, católicos ou não, têm
encontrado sempre um lugar amável: não aprendi o ecumenismo de Vossa
Santidade..." E o Santo Padre João ria, emocionado. Que quer que eu diga?
Sempre os Romano Pontífices, todos, manifestaram compreensão e carinho para com
o Opus Dei.
Entrevistas com Mons. Josemaria Escrivá, 46
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