O tema do Dia Mundial da Água que se celebra no dia 22 de
março pela ONU desde 1993, conclama a preservação das geleiras.
Dom Roberto Francisco Ferreria Paz - Bispo Diocesano
de Campos
A água de degelo é de suma importância para a
água potável, agricultura, indústria, energia limpa e ecossistemas equilibrados
e saudáveis.
O rápido e intenso processo de redução e derretimento das
geleiras é um sinal inequívoco do aquecimento global tornando o ciclo da água
mais imprevisível e externo. Outra constatação ameaçadora é que o recuo glacial
causa devastação, causando secas, inundações, deslizamentos de terra e elevando
o nível do mar sendo um risco cada vez maior para populações litorâneas e
insulares que podem transformar-se rapidamente em refugiados climáticos.
Torna-se necessário despertar a consciência da gravidade do
recuo glacial e trabalhar juntos em estratégias que reduzam efetivamente as
emissões de gases de efeito estufa e gerenciar a água de degelo de forma mais
sustentável para as pessoas e a Casa Comum.
Este ano o tema da Campanha da Fraternidade nos convida a
uma conversão integral que nos leve a escutar o grito dos pobres e da Criação,
incluindo neste caso o grito da água nossa irmã pura e casta que sustenta nossa
vida. Nosso corpo é constituído de 70% de água. Ao deixar de beber água, uma
pessoa vive só três dias, porque perde 13 litros da água do corpo e morre. Por
isso ela é um bem público, um direito humano universal, que nenhuma criatura
pode deixar de ter livre acesso.
É realmente perverso converte-la em ouro azul,
mercadoria ou bem privado somente para quem possa pagar, violando o princípio
da destinação universal dos bens da terra. Cuidar da Casa Comum é preservar as
geleiras, defender a água para todas as pessoas e criaturas, nunca esqueçamos
que a água é dom de Deus e fonte de vida, sinal da água viva que Jesus
prometeu. Por um uso responsável e equitativo da água que respeite a justiça e
o bem comum da Criação. Deus seja louvado!
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