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sábado, 5 de junho de 2021

Pandemia, um período estressante para os padres

By Marco Iacobucci Epp | Shutterstock
Por John Burger

Ter que pregar para bancos vazios, restringir a entrada das pessoas na igreja, ser proibido de visitar os doentes, cancelar eventos e não ouvir uma congregação cantar têm sido coisas “particularmente difíceis” para os padres.

A pandemia de Covid-19 tem sido um período de muito estresse também para os padres. De fato, de acordo com um psicólogo canadense, nos últimos 15 meses, muitos sacerdotes católicos relataram sentimentos de perda de identidade.

Ter que pregar para bancos vazios, restringir a entrada das pessoas na igreja, ser proibido de visitar os doentes, cancelar eventos e não ouvir uma congregação cantar têm sido coisas “particularmente difíceis” para os padres, disse Pe. Stephan Kappler, presidente e psicólogo-chefe da Southdown, uma organização sediada em Ontário que apóia a saúde mental de pessoas religiosas e do clero.

“Muitos me disseram: ‘nunca pensamos que nos tornaríamos os policiais da paróquia’”, afirmou o Pe. Kappler ao BC Catholic , jornal da Arquidiocese de Vancouver. “Em vez de cuidar pastoralmente de seu povo, tudo o que eles estão fazendo é dizer: ‘Não, desculpe, você tem que se registrar.’”

Críticas de todos os lados

Mas não termina aí. O jornal noticiou que muitos padres, durante a pandemia, sentiram a tensão de serem criticados por serem muito rígidos ou nem tão severos o suficiente. Além disso, a adaptação ao uso de novas tecnologias para manter as transmissões ao vivo e as comunicações em andamento desde março de 2020 tem desgastado muitos pastores.

Como amenizar o estresse provocado pela pandemia

Mas, para o sacerdote, há maneiras de os padres se ajudarem, a fim de superarem o estresse.

“O que tenho visto funcionar é que as pessoas são realmente intencionais quanto ao apoio social”, disse Kappler ao jornal. “Em outras palavras, você tem que fazer um esforço e planejar para chegar e se conectar.”

O isolamento e a solidão por longos períodos “geralmente não alimentam estratégias positivas ou adaptativas”, explicou. “Eles geralmente se alimentam de coisas que não são legais, como o consumo excessivo de álcool ou outras coisas entorpecentes”.

O sacerdote encorajou os pastores a reservar um tempo para conversas de qualidade com as pessoas em quem confiam, viver cada dia de cada vez, permanecer firmes em Jesus e buscar ajuda, se precisarem.

Perfeccionismo X estresse

“Há uma alta porcentagem de nós, clérigos, que somos perfeccionistas”, continuou ele. “O perfeccionismo é, por um lado, uma coisa boa porque torna você eficiente, responsável e você deseja fazer coisas que são de alto padrão. Mas isso também tem um custo muito alto, e esse custo é que não há espaço para fraqueza.”

Embora as pessoas em geral tenham dificuldade em pedir ajuda, o problema é pior para o clero, disse ele ao BC Catholic. “Eu experimentei isso com padres, é exponencialmente mais desafiador dizer ‘Eu preciso de ajuda’. Às vezes, os padres são colocados em um pedestal e ainda há o estigma associado à saúde mental. ”

Os leigos podem, é claro, ajudar os padres com as orações neste momento de pandemia. Mas Kappler também sugeriu escrever um cartão ou uma carta com uma mensagem simples de encorajamento e uma possível oferta de apoio.

Fonte: Aleteia

127 religiosos martirizados por comunistas serão beatificados na Espanha

Guadium Press
Os mártires a serem beatificados são 68 sacerdotes, cinco seminaristas, quatro religiosos e 39 leigos que foram mortos pelos comunistas na guerra civil de 1936.

Córdoba – Espanha (04/06/2021, 15:25, Gaudium Press) A Secretaria de Estado do Vaticano comunicou ao Bispo de Córdoba, Dom Demétrio Fernández, a data em que ocorrerá a beatificação do Padre Juan Elias Medina e seus 126 confrades, seminaristas, religiosos e leigos cristãos de Córdoba que foram “assassinados durante a perseguição religiosa na Espanha, que aconteceu entre os anos 1936 e 1939 “, durante a Guerra Civil.

“A celebração da beatificação terá lugar no dia 16 de outubro, de acordo com o calendário proposto pela Santa Sé, na Igreja da Santa Sé”, em Córdoba, e contará com a presença do cardeal Marcello Semeraro, prefeito da Congregação

A declaração do “martírio do Servo de Deus Juan Elías Medina e outros 126 companheiros mártires” foi aprovado na sessão ordinária de cardeais e bispos da Congregação para as Causas dos Santos em 17 de novembro de 2020, exatamente dez anos após a cerimônia de abertura da causa de canonização destes mártires da Diocese de Córdoba, em uma cerimônia celebrada em 16 de janeiro de 2010 e presidida pelo então Bispo de Córdoba, Dom Juan José Asenjo.

Naquele mesmo dia iniciaram-se às investigações diocesanas sobre o alegado martírio destes cordobeses, entre os quais estavam 68 sacerdotes, cinco seminaristas, quatro religiosos e 39 cristãos leigos. (JSG)

(Com informações e foto  Religião Digital)

https://gaudiumpress.org/

O Papa aos jovens: trabalhar por um modelo de economia alternativo ao consumista

Imagem de São José doada ao Papa Francisco
Vatican News

"A partilha, a fraternidade, a gratuidade e a sustentabilidade são os pilares sobre os quais se baseia uma economia diferente", disse Francisco em seu discurso.

Mariangela Jaguraba - Vatian News

O Papa Francisco recebeu em audiência, neste sábado (05/06), na Sala Clementina, no Vaticano, os jovens do “Projeto Policoro” da Conferência Episcopal Italiana, pelos seus 25 anos de fundação.

Depois de agradecer o presente recebido, uma imagem de São José, Francisco sublinhou que "o Projeto Policoro foi e continua sendo um sinal de esperança, especialmente para muitas áreas carentes de trabalho do sul da Itália". "Este importante aniversário se realiza num momento de grave crise socioeconômica devido à pandemia", frisou o Papa.

Trabalho e dignidade da pessoa

A seguir, Francisco sugeriu quatro verbos que podem ajudar os jovens em seu caminho. O primeiro é animar. "Nunca como neste tempo sentimos a necessidade de jovens que, à luz do Evangelho, saibam dar alma à economia, porque sabemos que «aos problemas sociais se responde com as redes comunitárias». Este é o sonho que também a iniciativa "Economia de Francisco" está cultivando", sublinhou.

Os jovens do "Projeto Policoro" são chamados "animadores de comunidades". "De fato, as comunidades devem ser animadas a partir de dentro através de um estilo de dedicação: para serem construtoras de relações, tecelãs de uma humanidade solidária". Segundo Francisco, "trata-se de ajudar as paróquias e dioceses a caminhar e planejar sobre o "grande tema que é o trabalho", procurando "fazer brotar as sementes que Deus colocou em cada pessoa, suas capacidades, sua iniciativa e suas forças. Cuidar do trabalho é promover a dignidade da pessoa. A vocês jovens não falta criatividade: eu os encorajo a trabalhar por um modelo de economia alternativo ao consumista, que produz descartes. A partilha, a fraternidade, a gratuidade e a sustentabilidade são os pilares sobre os quais se baseia uma economia diferente".

Periferias: laboratórios de fraternidade

O segundo verbo é habitar. O Papa pediu aos jovens "para nos mostrar que é possível habitar o mundo sem pisoteá-lo. Habitar a terra não significa antes de tudo possuí-la, mas saber viver as relações em plenitude: com Deus, com os irmãos, com a criação e com nós mesmos". Francisco os exortou a amar "os territórios nos quais Deus os colocou, evitando a tentação de fugir para outro lugar". Segundo o Pontífice, "as periferias podem se tornar laboratórios de fraternidade. Das periferias muitas vezes nascem experiências de inclusão: "De fato, se aprende algo com todos, ninguém é inútil, ninguém é supérfluo. Que vocês possam ajudar a comunidade cristã a habitar a crise da pandemia com coragem e esperança. É o momento de habitar o social, o trabalho e a política sem medo de sujar nossas mãos."

Elevar a vida dos descartados

O terceiro verbo é apaixonar-se. Segundo o Pontífice, "há um estilo que faz a diferença: a paixão por Jesus Cristo e por seu Evangelho". Isto pode ser visto no compromisso de vocês de "acompanhar outros jovens a tomarem as rédeas de suas vidas, a se apaixonarem por seu futuro, a formarem competências adequadas para o trabalho".

"Que o Projeto Policoro esteja sempre a serviço de rostos concretos, da vida das pessoas, especialmente dos pobres e dos últimos de nossa sociedade", disse ainda o Papa, convidando os jovens a não terem medo de se doarem "para elevar a vida daqueles que são descartados. O contrário da paixão é a mediocridade ou a superficialidade, que leva a pensar que se sabe tudo desde o início e a não buscar soluções para os problemas".

Os jovens são sinais de esperança

O quarto e último verbo citado pelo Papa é acompanhar. Segundo Francisco, "o Projeto Policoro é uma rede de relações humanas e eclesiais: muitas pessoas os acompanham, suas dioceses olham para vocês, jovens, com esperança, e cada um de vocês é capaz de se tornar um companheiro para todos os jovens que vocês encontram em seu caminho".

"Queridos jovens, na escola do magistério social da Igreja, vocês já são sinais de esperança. Que sua presença nas dioceses ajude a todos a compreender que a evangelização também passa pelo cuidado do trabalho. Que os 25 anos do Projeto Policoro sejam um recomeço: os encorajo a "sonhar juntos" pelo bem da Igreja na Itália", concluiu o Papa.

Fonte: Vatican News

S. BONIFÁCIO, BISPO E MÁRTIR, APÓSTOLO DA ALEMANHA

S. Bonifácio | ArquiSP
05 de maio
S. BONIFÁCIO, BISPO E MÁRTIR

A esse infatigável missionário inglês atribui-se o mérito de haver tornado possível, com a evangelização dos povos germânicos de além Reno, a organização política e social européia, concretizada pouco depois por Carlos Magno.

Vinfrido, que receberá o nome do mártir Bonifácio em 719, quando o papa Gregório II lhe confiar a missão entre as populações germânicas, nasceu em Crediton, no Devon. Aos cinco anos ingressou no mosteiro beneditino de Exter.

Ordenado sacerdote em Winchester, seguindo o exemplo dos monges ingleses e irlandeses, dirigiu-se ao continente impelido pelo desejo de levar o Evangelho às populações pagãs da Europa central. As circunstâncias não lhe foram favoráveis. Voltou dois anos depois, munido desta vez da aprovação e do mandato do papa, que lhe entregou uma carta de recomendação endereçada ao poderoso Carlos Martel, rei dos francos.

Bonifácio trabalhou por um par de anos ao lado de Vilibrordo, outro célebre missionário, visitando a Baviera, a Turíngia e a Frísia, e batizando milhares de pagãos. O papa Gregório II apreciou a obra do dinâmico missionário e o convocou a Roma, nomeando-o em 722 bispo de toda a Germânia transrenana. De 724 a 731, Bonifácio dedicou-se à evangelização da Saxônia, cujas populações eram inteiramente pagãs. Nessa difusão foi coadjuvado por missionários ingleses e irlandeses que ele deixava depois para continuar a obra nas várias missões.
Os sacerdotes adaptavam-se a fazer de tudo um pouco: professores, carpinteiros, enfermeiros. Alguns foram postos à frente de mosteiros fundados pelo santo bispo, agora arcebispo de Mogúncia, depois que o novo papa Gregório III lhe enviou de Roma o pálio com autoridade de ordenar outros bispos nos territórios evangelizados.

Em 753 elegeu seu fiel discípulo Lul para coadjutor na sede de Mogúncia, e partiu para a última missão na Frísia. Desceu com algumas embarcações ao longo do Reno e se dirigiu a Dokkum, onde se haviam reunido numerosos neófitos para a crisma no dia de Pentecostes. Durante a celebração de 5 de junho, uma turba de frisões, armados de espada, irrompeu no acampamento. Bonifácio tomou como escudo o evangeliário, mas um golpe de espada talhou em dois o livro e fendeu a cabeça do infatigável ancião. O bispo Lul transportou seu corpo para o mosteiro fundado pelo santo em Fulda, centro propulsor da espiritualidade e da cultura religiosa da Germânia.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

Arquidiocese de São Paulo

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Cardeal Marx publica carta de demissão enviada ao Papa

Cardeal Reinhard Marx | Vatican News

O purpurado alemão explica que quer deixar a liderança da diocese de Munique e Frisinga por causa do escândalo de abuso de menores na Alemanha.

Salvatore Cernuzio/Mariangela Jaguraba – Vatican News

Numa carta enviada ao Papa Francisco, o cardeal Reinhard Marx anuncia sua renúncia como arcebispo de Munique e Frisinga, fala de "falhas no âmbito pessoal" e "erros administrativos", mas também de "um fracasso institucional e sistemático" sobre a crise de abuso de menores na Alemanha. Um comunicado da arquidiocese alemã, postado on-line no site oficial, informa que o Papa autorizou a publicação da carta. “O Papa Francisco informou ao cardeal Marx que esta carta agora poderia ser publicada e que o purpurado continuaria seu serviço episcopal até que uma decisão fosse tomada”.

Um beco sem saída que pode se tornar um ponto de virada

Na carta, o cardeal, até 2020 presidente da Conferência Episcopal Alemã, parte da situação de crise que a Igreja alemã está atravessando: uma crise, segundo ele, "causada também por nosso fracasso pessoal, por nossa culpa". "Parece-me que chegamos a um 'beco sem saída' que, no entanto, também pode se tornar um ponto de virada segundo minha esperança pascal", ressalta.

Co-responsabilidade na crise do abuso

Marx explica que tomou a decisão de renunciar há cerca de um ano. No comunicado que acompanha a publicação, ele dá mais detalhes: “Nos últimos meses, eu refleti várias vezes sobre a renúncia, me questionei e na oração procurei encontrar no diálogo espiritual, através do 'discernimento espiritual', a decisão certa a ser tomada". O Papa explica que: “Basicamente, para mim, trata-se de assumir a corresponsabilidade pela catástrofe dos abusos sexuais perpetrados pelos representantes da Igreja nas últimas décadas”. Nos últimos meses, o próprio cardeal recorreu ao escritório Westpfahl Spilker Wastl - o mesmo escritório encarregado pela primeira investigação de casos de pedofilia na Arquidiocese de Colônia - para redigir um relatório sobre os abusos na igreja de Munique e Fresinga, garantindo que ele não queria intervir para não influenciar os resultados finais. No ano passado, Marx criou em sua diocese a fundação de pública utilidade “Spes et Salus”, encarregada de oferecer “cura e reconciliação” a todas as vítimas de violência sexual. O purpurado decidiu doar a maior parte de seu patrimônio privado à Fundação.

Erros pessoais e administrativos

Na carta ao Pontífice hoje publicada em várias línguas, Marx se refere a "investigações" e "perícias" dos últimos dez anos que, enfatiza ele, "me mostram constantemente que houve erros pessoais e administrativos, mas também uma falha institucional e sistemática". Marx também analisa as mais recentes polêmicas e discussões que, em sua opinião, mostram que “alguns na Igreja não querem aceitar este aspecto da corresponsabilidade e com ele a concomitância da culpa da instituição”. Consequentemente, “assumem uma atitude hostil em relação a qualquer diálogo de reforma e renovação em relação à crise do abuso sexual”.

Uma reforma da Igreja

Segundo o purpurado, “há dois elementos que não se podem perder de vista: os erros imputáveis ​​às pessoas e as falhas institucionais que apresentam à Igreja o desafio de mudança e reforma. Uma virada para sair da crise poderia ser, segundo o arcebispo, apenas a do 'caminho sinodal', um caminho que realmente permite o 'discernimento dos ânimos'”.

O purpurado recorda seus 42 anos como sacerdote e 25 como bispo, vinte dos quais ordinário de uma grande diocese, e justamente à luz de sua longa experiência, diz sentir dolorosamente o “quanto caiu a estima pelos bispos no meio eclesiástico e secular, de fato, provavelmente atingiu seu ponto mais baixo”. Segundo o seu ponto de vista, “não basta responsabilizar-se e reagir apenas quando, com base em documentação diversa, é possível identificar os responsáveis com os seus erros e omissões, mas é necessário esclarecer que nós, como bispos, também assumamos a responsabilidade pela Igreja como um todo”.

Fonte: Vatican News

O que é a comunhão espiritual?

Pascal Deloche / Godong

O Concílio de Trento ensina que podemos receber o Santíssimo Sacramento de três modos.

Quanto à maneira de fazer a comunhão espiritual de que falei antes, é preciso conhecer a doutrina do santo Concílio de Trento, o qual ensina que se pode receber o Santíssimo Sacramento de três modos:

  • Sacramentalmente;
  • Espiritualmente;
  • Sacramentalmente e espiritualmente ao mesmo tempo.

Não se fala aqui do primeiro modo, que se verifica também nos que comungam em estado de pecado mortal, como fez Judas; nem do terceiro, comum a todos os que comungam em estado de graça; mas trata-se aqui do segundo, adequado àqueles que, tomando as palavras do santo Concílio, impossibilitados de receber sacramentalmente o Corpo de Nosso Senhor, “o recebem em espírito, fazendo atos de fé viva e ardente caridade, e com um grande desejo de se unirem ao soberano Bem, e, por meio disto, se põem em estado de obter os frutos do Divino Sacramento” – “Qui voto propositum illum caslestem panem edentes fide viva quae per dilectionem operatur, fructum ejus et utilitatem sentium” (Sess. XIII, c.8.).

Para facilitar-vos tão excelente prática, pesai bem o que vou dizer-vos. No momento em que o sacerdote se dispõe a comungar, na Santa Missa, recolhei-vos no vosso íntimo, tomando a mais modesta posição; formulai em seguida, em vosso coração, um ato de sincera contrição e, batendo humildemente no peito, em sinal de que vos reconheceis indignos de tão grande graça, fazei todos os atos de amor, oferecimento, humildade e os demais que costumais fazer quando comungais sacramentalmente: desejai, então, vivamente receber o adorável Jesus, oculto por vosso amor, no Santíssimo Sacramento.

Para excitar em vós o fervor, imaginai que a Santíssima Virgem ou um de vossos santos padroeiros vos dá a santa comunhão: suponde recebê-la realmente e, estreitando Jesus em vosso coração, repeti-Lhe muitas e muitas vezes com ardente amor: “Vinde, Jesus adorável, vinde ao meu pobre coração; vinde saciar meu desejo; vinde meu adorado Jesus, vinde ó dulcíssimo Jesus!” E depois ficai em silêncio, contemplando vosso Deus dentro de vós, e, como se tivésseis todos os atos que habitualmente fazeis depois da comunhão sacramental.

Ora, sabei que esta santa e bendita comunhão espiritual, tão pouco praticada pelos cristãos de nossos dias, é um tesouro que cumula a alma de bens incalculáveis; e, no sentir de muitos autores, é de tal modo eficaz que pode produzir as mesmas graças que a comunhão sacramental. Com efeito, se vê que a comunhão sacramental, na qual se recebe a santa Hóstia, seja por sua natureza de maior proveito, porque como sacramento age “ex operare operato”, é possível, no entanto, que uma alma faça a comunhão espiritual com tanta humildade, amor e fervor, que obtenha mais graças que não obteria outra, comungando sacramentalmente, mas com disposição menos perfeita.

Nosso Senhor, outrossim, ama tanto este modo de fazer a comunhão espiritual, que muitas vezes se dignou atender com milagres visíveis os piedosos desejos de seus servos, dando-lhes a comunhão ou por sua própria Mão, como fez à bem-aventurada Clara de Montefalco, a Santa Catarina de Sena, e a Santa Lidvina; ou pela mão dos santos anjos, como aconteceu a São Boaventura e aos santos bispos Honorato e Firmino; ou ainda, mais frequentemente, por meio da augusta Mãe de Deus, que se dignou dar a comunhão ao bem aventurado Silvestre.

Não vos admireis desta condescendência tão terna, pois a comunhão espiritual abrasa a alma no Amor a Deus, une-a Ele, e dispõe-na a receber as graças mais insignes.

Se refletísseis, portanto, nestas coisas, seria possível permanecerdes frios e insensíveis? Que desculpa poderíeis invocar para isentar-vos de tão devota prática? Tomai a resolução de vos habituardes a ela; e notai que a comunhão espiritual tem sobre a sacramental esta vantagem, que esta só se pode fazer uma vez ao dia, enquanto aquela podeis fazê-la em todas as Missas que quiserdes, e ainda, de manhã, à tarde, o dia todo ou de noite, em casa como na igreja, sem necessitar permissão de vosso confessor.

Em resumo, quantas vezes fizerdes a comunhão espiritual, outras tantas vos enriquecereis de graças, de méritos e de toda sorte de bens.

Ora, o fim deste pequeno livro é despertar no coração de todos os que o lerem um santo ardor para que se introduza entre os fiéis o costume de assistir todo dia piedosamente à Santa Missa e de fazer ai a comunhão espiritual. Oh, que felicidade, se fosse obtido este resultado! Teria, então, a esperança de ver refletir em toda a Terra este santo fervor que se admirava na Idade de ouro da primitiva Igreja. Nesse tempo os fiéis assistiam diariamente ao Santo Sacrifício, e diariamente recebiam a comunhão sacramental. Se dignos não sois de imitá-los, ao menos assisti a todas as Santas Missas que puderdes e comungai espiritualmente. Se eu tivesse a dita de persuadir-vos, creria ter ganho o mundo inteiro, e daria por bem recompensados os meus débeis esforços.

Enfim, para desfazer todos os pretextos que se apresentam ordinariamente, a fim de não assistir à Santa Missa, darei nos capítulos seguintes diversos exemplos que interessam a toda sorte de pessoas. Por aí cada um compreenderá que, se se priva de tão grande bem, é por sua culpa, por sua preguiça e seu pouco zelo pelas coisas santas, e que assim se prepara amargo arrependimento na hora da morte.

Texto de São Leonardo de Porto Maurício (1676-1751), em “As Excelências da Santa Missa”.

Aleteia

Bispo suíço põe leigos no lugar de vigários episcopais

Bispo Charles Morerod, O.P..
Foto: Crédito: AlainVolery (CC-BY-SA-3.0)

REDAÇÃO CENTRAL, 03 jun. 21 / 06:05 am (ACI).- Um bispo católico suíço decidiu nomear leigos para o lugar de vigários episcopais. O bispo Charles Morerod, O.P., da diocese de Lausanne, Genebra e Friburgo desde 2011, revelou a decisão numa entrevista de 25 de maio ao site católico kath.ch, da Suíça. "Em virtude do batismo, os leigos têm um papel ativo na vida da Igreja e devem não somente cuidar de assuntos administrativos, mas também ser ativos no cuidado pastoral", disse Morerod. "Esta cooperação é uma coisa positiva. Ela já existe, mas podemos desenvolvê-la ainda mais positivamente".

Os três vicariatos envolvidos serão agora conhecidos como "regiões diocesanas". Segundo o bispo, seus representantes cuidarão de "questões locais" e as discutirão com ele em nível diocesano.

O Código de Direito Canônico, o corpo de leis eclesiásticas para a Igreja Latina, diz que "em cada diocese o bispo diocesano deve nomear um vigário geral para auxiliá-lo no governo de toda a diocese". O bispo também pode nomear um ou mais vigários episcopais, cuja competência "é limitada a uma determinada parte da diocese, ou a um tipo específico de atividade, ou aos fiéis de um rito particular, ou a certos grupos de pessoas".

Morerod, que serviu como reitor do Instituto Angelicum em Roma, a universidade dos dominicanos na capital italiana, e como secretário geral da Comissão Teológica Internacional, disse a kath.ch que havia consultado a Congregação para o Clero do Vaticano sobre as mudanças. "Falei principalmente sobre questões terminológicas”, disse. “Para evitar a impressão de que estamos simplesmente substituindo um vigário episcopal sacerdote por um vigário episcopal leigo".

Em uma entrevista com a kath.ch, em 26 de maio, o bispo de 59 anos negou que as mudanças se destinem a concentrar o poder em suas mãos. "Qualquer um que fale desta maneira tem suposições erradas sobre leigos em posições de liderança", disse.

ACI Digital

Alarme ONU: a Covid levou à pobreza 100 milhões de trabalhadores

Vatican News

A pandemia dizimou 5 anos de progresso econômico, levando 100 milhões de trabalhadores à pobreza. É o que denuncia um relatório da Organização Mundial do Trabalho, que apela à comunidade internacional para uma estratégia coordenada e global.

Benedetta Capelli – Vatican News

Cem milhões de homens e mulheres esmagados pela crise provocada pela pandemia. Esta é a fotografia tirada pela Organização Mundial do Trabalho, que desenha um cenário sombrio; uma rota que só pode ser revertida em 2023. Cinco anos de progresso econômico jogados ao vento, as mulheres são as mais penalizadas. De acordo com a ONU, para elas o emprego caiu 5%, e para os homens a porcentagem é de 3,9%. Mulheres, mas também jovens, para eles o coronavírus significou uma perda de trabalho igual a 8,7%.

Evitar um impacto a longo prazo

Num contexto de "recuperação incerta e frágil", apesar dos esforços excepcionais feitos pelos países, como apontado pelo diretor geral da OIT Ryder, os cerca de 100 milhões de empregos que serão criados no mundo inteiro graças às reaberturas após o fechamento não serão suficientes. Na verdade, 75 milhões de empregos ainda estão faltando somente este ano e outros 23 milhões em 2022. Daí o apelo ao trabalho decente, pois o grande risco é a perda do potencial humano e econômico, mas acima de tudo um aumento da pobreza e da desigualdade. O pedido é de uma estratégia coordenada e global com políticas focalizadas no indivíduo e em ações fortes a serem concertadas para evitar um impacto a longo prazo sobre os trabalhadores e as empresas.

Vatican News

São Francisco Caracciolo

S. Franciscco Caracciolo | ArquiSP
04 de junho

S. FRANCISCO CARACCIOLO, PRESBÍTERO, FUNDADOR DOS CLÉRIGOS REGULARES MENORES

Com um sobrenome brasonado como o seu, acredita-se que havia passado a juventude em Nápoles, num fastuoso palácio de frente para o golfo. Viveu, ao contrário, junto à Congregação dos Brancos da Justiça, empenhado na assistência aos condenados à morte. Não era sequer de Nápoles; nasceu na Vila de Santa Maria de Chieti, onde viveu até os 22 anos. Foi para Nápoles a fim de completar os estudos na universidade onde ensinou são Tomás de Aquino.

Atingido por uma doença de pele que o fazia parecer um leproso, sarou e pôde ser ordenado padre. Ficou em Nápoles para continuar a assistir os encarcerados e, então, lhe chegou o convite do genovês Agostinho Adorno e de Fabrício Caracciolo, abade de Santa Maria Maggiore de Nápoles. Pediam-lhe que colaborasse na Fundação dos Clérigos Regulares Menores.
Ascânio aceitou; os três se dirigiram para um longo retiro na abadia de Camaldoli, a fim de meditar e escrever a Regra, que seria aprovada por Sisto V em 1º de julho de 1588. Continha um insólito quarto voto — além dos tradicionais votos de castidade, pobreza e obediência —, que proibia aceder a qualquer dignidade eclesiástica.

Mas exatamente a Ascânio Caracciolo, que na profissão religiosa tomou o nome de Francisco, coube o cargo de prior-geral da jovem congregação, nascida pobre, numa velha casa nos arredores da igreja da Misericórdia.

Findo seu mandato, Francisco Caracciolo dirigiu-se à Espanha para fundar uma casa religiosa e um colégio.

Concluiu sua breve existência em Agnone, junto aos padres do Oratório, e foi sepultado na igreja de Santa Maria Maggiore. O primeiro milagre verificou-se durante os funerais, com a cura de um aleijado, e isso abriu caminho para a devoção dos napolitanos àquele santo nativo, que em 1840 o elegeram como co-padroeiro da cidade. Foi canonizado por Pio VII, em 24 de maio de 1807.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

Arquidiocese de São Paulo

quinta-feira, 3 de junho de 2021

A sexualidade humana e seus desafios na visão de vários especialistas cristãos

FMDOS

A sexualidade humana e seus desafios na visão de vários especialistas cristãos

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF